terça-feira, 12 de junho de 2012

Encontro Continental de Mulheres realizado em São Paulo

O movimento Olga Benário realizou, entre os dias 18 e 20 de maio, a 1ª Conferência de mulheres das Américas, na cidade de São Bernardo do Campo, São Paulo. Estiveram presentes cerca de 300 delegadas de treze estados do Brasil e sete países das Américas , sendo eles Uruguai, Colômbia, Equador, Argentina, Venezuela, Peru, Chile e um da Europa, a Alemanha  .
Na mesa de abertura, diferentes entidades e autoridades saudaram a realização do encontro. Um vídeo em homenagem à Olga Benário emocionou a todos os presentes e deu o tom de combatividade que a homenageada sempre demonstrou em suas ações.
Nancy Bello, da Venezuela ressaltou o compromisso de trabalhar pelas mulheres do povo que sofrem no seu dia a dia com as mazelas do capitalismo. “Que essa corrente que está em nossas entranhas sejam cada vez mais revolucionárias”, exaltou a camarada.
 O conjunto de pessoas que compuseram essa mesa abordaram as diversas bandeiras em defesa de todas as mulheres e de toda classe trabalhadora. Alicia Fernandes, do  Uruguai lembrou que “São as mulheres trabalhadoras que sofrem com a dupla exploração e as péssimas condições de trabalho . Nossa luta não é só uma questão econômica, mas de saúde, educação, moradia, enfim, melhores condições de vida.”

Denúncias e homenagens
Um dos temas principais da conferência foi  “A luta das mulheres frente à crise do capitalismo”. As delegações presentes relataram as inúmeras dificuldades que o capitalismo impõe aos trabalhadores, como perda de direitos adquiridos, desemprego, redução das aposentadorias... E tudo isto, atingindo principalmente jovens e mulheres.
Foi apresentada como única saída pra derrubar esse sistema, a construção de um partido operário de vanguarda forte, um partido verdadeiramente comunista, que cumpra o papel de impulsionar a indignação dos povos,  com mobilizações e com formação política e ideológica. Considerando ultrapassado o caráter de produção que é social, mas sua apropriação permanecendo individual.
Outro momento que emocionou a todas foi a “Homenagem às mulheres assassinadas pelos governos ditatoriais de toda as Américas”.  Mulheres que lutaram por democracias, por direitos,  pela revolução social e sofreram com a repressão extrema dos governos de seus países. Foram lembradas revolucionárias de ontem e de hoje como Soledad Barret, Iara Iavelberg, Anatália Souza, Ana Sosa, entre outras. A música fez parte desse momento, a cantora popular Karina França foi responsável pelas intervenções culturais deste ato, ela trouxe ao momento obras de Violeta Parra, Chico Buarque, Mercedes Sosa e Sérgio Sampaio, que rememoram as lutas populares.
Com a cantora popular Karina França, interpretando obras

Organização das mulheres e de suas famílias
As mulheres dos povos das Américas foram sempre a vanguarda dos movimentos de mulheres deste continente.  Essa foi a constatação da mesa de debates  “As experiências de organizações de mulheres das Américas”.
Em muitos países, a mobilização surge da necessidade básica, como a luta por saneamento, energia, creches, lavanderias e restaurantes populares. Nos últimos anos, na Argentina, cresceu a participação das mulheres na luta pela moradia, no combate às drogas e nos movimentos estudantis. “As mulheres argentinas começaram a acordar e elevar sua consciência para lutar pelos seus direitos. Foi isso que aconteceu durante a ditadura militar, com as mães da praça de maio”, afirmou Laura Montes , membro de la multisetorial de la mujer de Mar Del Plata da Argentina.
Foi consenso na mesa de debate que mesmo com os avanços que houve, as mulheres permanecem ligadas ao mundo privado da casa, isto é, ao trabalho doméstico. Por conta disso, essas mulheres perceberam a necessidade de elevar a consciência de suas famílias, o que fez com que muitas inserissem seus filhos na luta, para que eles compreendessem a importância de também lutarem por seus direitos.
Outra discussão presente no segundo dia da conferência foi a forma como as mulheres burguesas se organizam para a manutenção do poder, com o objetivo de continuar explorando a classe trabalhadora, independente de serem homens ou mulheres, como lembrou Cecilia  do Equador. Diante desse quadro, as mulheres operárias foram obrigadas a se contrapor a esta realidade. Organizaram lutas nos campos, nas fábricas e nos bairros para barrar todo tipo de exploração e por consequência elevar a qualidade de vida do povo. Nessa perspectiva, vê-se a importante da união de homens e mulheres na luta de classes.
Outro aspecto abordado pela mesa foi a participação representativa de mulheres em guerrilhas armadas. Para muitas dessas, a guerrilha é a única forma de libertar o povo que sofre com a opressão de governos burgueses. Vários relatos expressaram essa opressão como no caso das mulheres que usam fraldas para não saírem de seus postos de trabalho quando precisam ir ao banheiro.  Em outros casos, os donos das fábricas trancam as portas, como forma de impor seu domínio sobre essas mulheres.
Com estes exemplos, lembramos aqui o caso das mulheres que morreram assassinadas pelo incêndio ocorrido no século passado em uma fábrica nos EUA, matando cerca de 130 operárias tecelãs, o que originou a data que marca a luta das mulheres no mundo, o 8 de março.
Leia mais: http://averdade.org.br/2012/05/encontro-continental-de-mulheres-realizado-em-sao-paulo/

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Hospedagem

Companheiras,
As vagas no Hotel Casa Blanca e no Alojamento Casa Blanca se encerraram. Caso queiram se hospedar em hotel, existem outros na região próximo ao local do evento.
Movimento de Mulheres Olga Benário.